KEB prepara-se para ampliar sua atuação
O Korean Exchange Bank (KEB), presente como banco no país desde 98, prepara-se para atuar em uma nova atividade: quer prestar serviços para os investidores não residentes coreanos que trazem seus recursos ao Brasil para aplicar no mercado financeiro e de capitais. “Há um grande fluxo desse tipo de investimento ao Brasil, e não apenas de investimento externo direto”, conta Dong Man Lee, que assumiu a presidência do KEB no Brasil em novembro de 2010. Ele é funcionário de carreira do KEB desde 1989 e foi um dos responsáveis pelo estabelecimento do banco no Brasil.
Atualmente o KEB tem onze funcionários locais e dois diretores enviados pela matriz. Para o primeiro semestre de 2011 está previsto o ingresso de mais um diretor, além de mais um funcionário local. Praticamente todos os funcionários estão alocados em departamentos de negócios e controles do banco. Os departamentos de suporte são terceirizados, como recursos humanos e jurídico. A estrutura enxuta é compensada por investimentos na área de tecnologia.
Hoje, o KEB é um banco comercial, com carteira de câmbio, e atua em um segmento de mercado financeiro bem específico, que são as empresas multinacionais coreanas, oferecendo principalmente produtos e serviços de câmbio, empréstimos e financiamentos, depósitos e investimentos. “Atualmente, existe um grande movimento de investimentos direto de empresas coreanas no país”, afirma Dong Man Lee. “Este fato reforça e beneficia a atual estratégia de atuação do banco, uma vez que grande parte das empresas já são clientes da matriz do banco na Coreia e acabam entrando no país por meio do KEB”, segundo ele.
Para atuar no novo segmento, o KEB não descarta aumentar seu capital no país. No Brasil, o KEB fechou o ano de 2010 com um patrimônio líquido de R$ 38 milhões e ativos de R$ 116 milhões. O KEB foi fundado em 1967, como banco especializado em câmbio e comercio internacional. Atualmente é o banco coreano de maior presença internacional, com 48 agências, subsidiárias, e escritórios de representações espalhadas nos principais centros financeiros do mundo. No fim de 2010, seu patrimônio liquido estava em torno de US$ 7 bilhões e seus ativos, em US$ 80 bilhões, o que lhe colocava entre os quatro maiores na Coreia.
Fonte: Cristiane Perini Lucchesi, Valor Economico
