Compulsório poderia resgatar bancos
O Banco Central (BC) e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estudam a criação de mecanismos de resgate de instituições financeiras de pequeno e médio portes em dificuldades. Segundo o Valor apurou, a ideia central passa pelo uso dos recursos que os grandes bancos são obrigados a recolher compulsoriamente ao BC. A ideia é estimular o uso desse dinheiro para financiar a compra de instituições.
Neste momento, há duas modalidades sendo avaliadas. Na primeira opção, o BC liberaria parte do depósito compulsório diretamente ao banco interessado em assumir o controle de uma instituição em dificuldade. O problema é que apenas os seis maiores bancos do país – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e HSBC – possuem hoje depósito compulsório. Além disso, o apetite desses bancos para se engajar nesse tipo de operação, neste momento, é muito baixo.
Por essa razão, há uma segunda possibilidade. A ideia é que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emita um papel com retorno equivalente a 25% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Os títulos seriam oferecidos aos grandes bancos, que poderiam adquiri-los com recursos do compulsório. Como a maior parte desses depósitos tem rendimento zero, os bancos teriam forte estímulo para comprá-los. Com o dinheiro arrecadado, o FGC financiaria os bancos médios interessados em comprar instituições menores.
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