Olympus processa 19 executivos por fraude contábil
A fabricante japonesa de máquinas fotográficas Olympus apresentou um processo contra 19 executivos, por prejuízos causados à companhia em uma fraude contábil. O processo foi aberto no domingo por auditores em nome da empresa no tribunal distrital de Tóquio.
Entre os executivos incluídos no processo está o ex-executivo-chefe Tsuyoshi Kikukawa, o atual presidente (CEO), Shuichi Takayama, e outros 17 executivos de alto escalão da empresa que, de acordo com a acusação contida no processo, participaram ou tinham conhecimento da fraude.
A Olympus afirma que as perdas relacionadas ao escândalo da fraude chegam a 85,9 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão). A companhia exige o pagamento de 3,6 bilhões de ienes (US$ 47 milhões) por danos ao ex-executivo-chefe. No caso dos demais acusados, a compensação exigida pela companhia é menor, incluindo 1 bilhão de ienes (US$ 13 milhões) do presidente da empresa, Masatoshi Kishimoto.
Seis membros do conselho implicados no relatório, incluindo Takayama, deverão renunciar na próxima reunião de acionistas, prevista para março ou abril. Há expectativa de que a companhia também eleja um sucessor para Takayama. Entre os candidatos estão os diretores da empresa Masataka Suzuki, Kazuhiro Watanabe e Shinichi Nishigaki —que, segundo a investigação, não partiparam do escândalo.
Fonte: Cibelle Bouças | Valor, com agências internacionais

Acho escandaloso divulgar o termo fraude contábil quando envolvem altos diretores da empresa. Sou contador e me sinto desrespeitado, já que o perfil empresarial (CEO) é que causa esse tipo de acontecimento.
O Conselhos deveriam se pronunciar a respeito disso.
Prezado Fabio, também sou contador e repudio tudo isso, mas infelizmente alguns colegas de profissão, esquecem a conduta e ética, e acabam aceitando fazer as coisas fora das regras, um dia quando nenhum contador aceitar fazer “esqueminhas”, estas manchetes serão outras, tipo: PF prende gestores que não cumpriam regras contábeis e também não tinham profissional contábil”, pense nisso, afinal seriamos mais respeitados, assim como as auditorias.
Só pra esclarecer
Não estou te criticando, mas sim o direcionamento que é igual em vários sites.
Concordo plenamente com o que foi dito e acrescento que o contador é só o goleiro: só é lembrado quando leva um frango e só existe o “menos vazado”.
Seguindo o raciocínio:
Numa corporação o contador que não é submisso nem é contratado. O auditor que der muitas ressalvas, só dá uma vez. Até os bancos não te indicam porque eles tem metas de financiamento e precisam de um parecer positivo.
Mas o que é fato?
O fato é que a lei é branda para crimes financeiros em todo o mundo. É por isso que a fraude não acaba. Não importa quem faça, confira ou acessore.
Se até no Japão, onde a cultura é bem mais rígida, isso acontece, imagine aqui no Brasil.
Veja as alterações na legislação contábil: é como um jogo de chadrez onde somos o peão e o rei é o executivo.
Veja a crise de 2008 provocado por derivativos de hipotecas sub-prime (EUA). Quantas pessoas tentaram regularizar e não conseguiram? O sistema financeiro mundial é falho e não é por acaso. Os fatores econômicos explicam tudo.
Tem algum balanço publicado, seja mundial ou local que coloque quando deu de lobby pra políticos? Se tivesse os governantes estariam entre os 100 mais ricos da Forbes.
As empresas inteligentes abrem exceções para si e depois fecham a porta. Pra mim é o mesmo que fraude.
Enquanto isso estamos aqui explanando enquanto 1% da população mundial realmente ganha dinheiro e coloca a culpa em nós.